segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Rolinha Gabriel

No finalzinho da semana passada,apareceu uma rolinha no corredor de nossa casa,como em muitas casas e locais deve acontecer,uma rolinha comum como muitas outras que passam por nós e muitas vezes nem notamos.
O Albert chegou perto dela,e percebeu que ela não conseguia voar...a Samantha(uma de nossas cadelas) guardando o corredor tentando pular a porta que separa o quintal do corredor para pega-la.
Pedi para ele trazê-la para dentro,arrumamos uma caixa de transporte,pois não temos gaiolas para pássaros ,não gostamos de animais presos,os pássaros nasceram para serem livres,voar em busca de outros horizontes e alimento.
Demos água no bico ,olhamos a asa e estava quebrada e sanguinolenta,não entendemos de cuidados de pássaros ,então pesquisei no site,
http://www.pea.org.br/cuidados/aves.htm

Seguimos algumas instruções ,mas procuramos um veterinário que entende de aves,no aquário de Peruibe,Dr. Rafael.
Hoje ela passou em consulta,foi medicada ,mas infelizmente terá que fazer uma cirurgia na asa ,uma amputação,para sobreviver,pois a circulação está bastante comprometida e nunca mais irá voar.É um macho....
Bom essa será uma outra etapa,procurar um lugar onde tenha companhia de mesma espécie com qualidade de vida.
A história do Gabriel mostra que pássaros também devem e podem ser socorridos.
Quem quiser e puder ajudar procurando um lugar onde pássaros são tratados com amor e respeito,o Gabriel agradece!
Ela é uma rolinha-caldo-de-feijão :
Adapta-se aos ambientes artificiais criados pela ação humana. Vive em áreas abertas; o desmatamento facilitou sua expansão, em especial nas áreas formadas para pasto ou agricultura de grãos. Entrou nas grandes cidades das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil; facilmente encontrada no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Alimenta-se de grãos encontrados no chão. Havendo alimento, reproduz-se o ano inteiro. O casal mantém um território de ninho, afastando as outras rolinhas de perto. 
O macho possui um canto monótono, de dois chamados graves e rápidos, repetidos continuamente por vários segundos.
Os ninhos são pequenas tigelas de ramos e gravetos, feitos entre cipós ou galhos, bem fechados pelas ramadas do entorno. Postura de 2 ovos, chocados pelo macho e fêmea entre 11 e 13 dias. Os filhotes saem do ninho com no máximo 2 semanas de vida. 
O casal, às vezes dois dias depois, já inicia nova ninhada, quando as condições ambientais permitem.
O filhote sai com traços da plumagem de cada sexo. O macho, com penas marrom avermelhadas (foto), cor dominante no corpo do adulto, em contraste com a cabeça, cinza azulada. A fêmea é toda parda. Nos dois sexos, sobre a asa uma série de pontos negros nas penas.
Muito agressivas entre si, embora possam formar grupos, disputam alimentos e defendem territórios usando uma das asas para dar forte pancadas no oponente. Os machos são mais belicosos. Nas disputas ou quando tomam sol, deitadas de lado no chão e com a asa esticada para cima, mostram a grande área de penas negras sob a asa.
Habitam as áreas abertas da RPPN, proximos das casas e áreas de pasto artificial. Muito comuns em Porto Cercado, podem ser observadas em comedouros artificiais com grãos. Às vezes, afastam aves maiores do comedouro a poder de golpes de asa.

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